Teve início, no dia 4 de maio, a capacitação tecnológica de 38 moradoras de Paulista, na região metropolitana do Recife. Essas mulheres estão aprendendo técnicas de corte, costura e modelagem, para produzir malharia e assessórios femininos, como bolsas e nécessaires.
A formação, oferecida pelo Centro Pernambucano de Design, faz parte do projeto Tecendo a Inclusão, desenvolvido pelo Instituto Camargo Corrêa, em parceria com a empresa Tavex (que integra o Grupo Camargo Corrêa) e o Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae). A intenção do projeto é incubar o grupo de mulheres, formando-as para que consigam criar um grupo produtivo de confecções.
Atualmente, as artesãs estão trabalhando em uma sala localizada na Unidade Paulista da empresa, montada com todos os equipamentos de costura necessários. Conforme explica Jair Resende, coordenador do programa Futuro Ideal pelo ICC, do qual o projeto Tecendo a Inclusão faz parte, a ideia é incubar o empreendimento dessas costureiras até meados de 2011. “Então, pretende-se que elas possam caminhar autonomamente, talvez por meio da constituição de uma cooperativa.”
Capacitação gerencial
Para garantir o sucesso do novo negócio, as mulheres participaram, no ano passado, de outra capacitação, que incluiu conceitos como a importância do grupo e da cooperação, elementos de capacidade gerencial e empreendedorismo. Verônica Campos, gestora do projeto pelo Sebrae, explica que as artesãs já atuavam em grupos comunitários e produziam roupas, bolsas e outros produtos de costura. “Mas sem muita organização ou conhecimento de gestão de negócios”, explica. Agora elas estão estruturando um grupo com finalidade econômica.
Com idades entre 25 a 80 anos, essas artesãs já aprenderam a definir preços dos produtos com base nos gastos de seu negócio, a constituir legalmente empreendimentos associativos, a controlar e analisar financeiramente a empresa e a definir linhas de produtos. Funcionários da Tavex participaram voluntariamente de algumas capacitações.
Visita técnica
No próximo 16 de junho, algumas participantes do Tecendo a Inclusão vão a Fortaleza para conhecer o trabalho desenvolvido por um grupo comunitário de costureiras que teve sucesso em seu empreeendimento e até está exportando seus produtos. O objetivo da visita é conhecer trabalhos bem-sucedidos, fazendo com que as novas empreendedoras entendam o que levou o grupo a atingir esse resultado.