Um grupo de aproximadamente 20 jovens na beira de uma praia em Fortaleza (CE), reunidos em roda, interligados por um barbante que compunha uma rede indo das mãos de um para as mãos de outro aleatoriamente. Essa cena podia ser vista hoje pela manhã no calçadão próximo ao hotel onde aconteceu o 3º Seminário Futuro Ideal.
O terceiro e último dia de evento foi dedicado a diversas oficinas temáticas. Mais uma vez divididos em grupos, integrantes de grupos produtivos e beneficiários diretos das ações do programa Futuro Ideal, bem como organizações parceiras do Instituto Camargo Corrêa trabalharam temas relacionados às atividades desenvolvidas pelo programa tais como: o processo de formalização dos grupos produtivos; a autogestão nos empreendimentos solidários; elaboração de planos de negócio; design e marketing de produtos; identificação, elaboração e acompanhamento de projetos sociais e juventude e colaboração em rede.
A cena descrita acima é parte da dinâmica desta última oficina. Os jovens foram convidados a se apresentar e elencar um talento próprio. Cada vez que faziam isso, atiravam um novelo de barbante a um colega e, assim, foi-se desenhando uma teia que ao final conectava a todos. Em um segundo momento, eles foram desafiados a colocar três canetas penduradas por barbantes à teia dentro de garrafas enterradas na areia. Para tanto não podiam tocar em nenhuma parte da teia que não aquela em que já seguravam o fio com uma mão. As garrafas representavam os sonhos que o grupo teria que conquistar e a tarefa mostrava, ao mesmo tempo, as dificuldades, mas também a importância do trabalho em rede.
A programação do dia do 3º Seminário Futuro Ideal também contou com mesa redonda conduzida pelo diretor executivo do ICC, Francisco de Assis Azevedo, juntamente com o chefe do Departamento de Economia Colidário do BNDES, Ângelo Fuchs. Ambos discorreram sobre a atuação do BNDES e do ICC no processo de desenvolvimento dos empreendimentos solidários.
Ao final do dia, uma cerimônia de encerramento contemplou agradecimentos e sintetizou o espírito do evento. “A gente faz questão de manter esse seminário anualmente porque a presença, o olho no olho, o estar juntos é importante, a despeito de outras formas de contato”, comentou Azevedo.