2/12/2009 

 “Comitês de Desenvolvimento Comunitário têm evoluído muito!” 

 

A diretora de Sustentabilidade do Grupo Camargo Corrêa, Carla Duprat, participou como observadora do 2º Seminário Redes de Cidades pela Defesa dos Direitos da Infância, promovido pelo Instituto Camargo Corrêa (ICC).

 

A conferência aconteceu entre 18 e 20 novembro, em Bodoquena, no Mato Grosso do Sul. O encontro reuniu 80 representantes dos Comitês de Desenvolvimento Comunitário (CDCs) das cidades integrantes do programa Infância Ideal.

 

Segundo Carla, membro do Conselho Deliberativo do ICC, a contribuição dos profissionais do Grupo Camargo Corrêa foi importante para os CDCs alcançarem o atual grau de maturidade. Confira a entrevista:


Faça uma análise comparativa entre o 1º e 2º seminário. Quais as evoluções aparentes?
O primeiro avanço evidente é o maior número de participantes de todos os municípios e a participação de cidades que não estiveram em 2008, como Porto Velho, que já possui Comitê de Desenvolvimento Comunitário, e Cabo de Santo Agostinho e Jacareí, que pretendem montar seus CDCs. Mais uma vez se confirma o alto nível de compromisso dos profissionais da Camargo Corrêa, com uma genuína dedicação, participação e apropriação dos conceitos de desenvolvimento comunitário e da causa da Primeira Infância. Em um dos grupos de discussão que participei sobre os avanços locais, ouvi um depoimento sobre como o participação no CDC contribui também para a própria evolução pessoal dos integrantes.

 

Os CDCs estão em estágios diferenciados de maturidade, alguns com maior grau de apropriação. Como avalia essa evolução?
Nas discussões, os próprios grupos reconheceram que estão em estágios distintos de evolução. Houve comentários importantes, como um que veio do CDC de Pedro Leopoldo (MG), de entender que o Comitê é uma iniciativa nova e que todos os integrantes estão aprendendo, inclusive em como lidar com a disputa de poder. A realidade é tal que as pessoas, independentemente do setor em que atuam, ainda não estão desprendidas o suficiente. Nesse contexto, os participantes debateram o papel de quem participa do Comitê, e se há mais valor em seu papel como “indivíduo-representante” de alguma instituição ou enquanto “indivíduo-cidadão”. Não é um ou outro papel. É uma adição. Ao ser “e”, minimiza, por exemplo, o impacto que pode causar a troca de integrantes do CDC por conta da mudança das pessoas de organização/setor, pois cada um passa a participar como membro de uma mesma comunidade em prol de uma causa comum. O papel do CDC, por consequência também evolui, pois se tornará mais estratégico como articulador de lideranças locais.

 

Como avalia a evolução do modelo de desenvolvimento comunitário concebido pelo instituto?
O seminário foi a concretização de uma aspiração do Grupo. O CDC só funciona porque as pessoas se alinham com os valores da empresa e esses estão alinhados aos valores dos acionistas. O CDC demonstra que uma companhia pode realmente contribuir de forma clara e significativa para o desenvolvimento social das localidades onde ela está presente. O grau de participação e compromisso de profissionais de todas as áreas das empresas é impressionante. Os profissionais puderam aprimorar no CDC a sua transferência de conhecimento, planejando, estruturando e traduzindo planos em ações e estão fazendo uma contribuição real. Isso melhora o clima organizacional e colabora no desenvolvimento pessoal do funcionário, que por meio do CDC aprende a articular e liderar, competências que o Grupo valoriza.

 

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