27/11/2009 

 CDCs se reúnem em seminário para aprimorar o Infância Ideal 

 

O Pantanal sul-mato-grossense, com suas temperaturas de até 37ºC, foi cenário da segunda edição do Seminário Redes de Cidades pela Defesa dos Direitos da Infância, promovido pelo Instituto Camargo Corrêa (ICC).

 

O evento ocorreu entre 18 e 20 de novembro, em Bodoquena (MS), localizada a 270 km da capital. A conferência reuniu 80 membros dos Comitês de Desenvolvimento Comunitário (CDCs) – entre representantes da sociedade civil, do poder público e da Camargo Corrêa Cimentos – dos municípios onde está presente o programa Infância Ideal. São eles, além de Bodoquena: Apiaí (SP), Porto Velho, Juruti (PA), Ijaci (MG), Pedro Leopoldo (MG) e Santana do Paraíso (MG).

 

Também estiveram presentes profissionais da Cimentos de Cabo de Santo Agostinho (PE), e da Camargo Corrêa Cimentos de Jacareí (SP). O ICC articula a formação do CDC em cada uma dessas comunidades.

 

O seminário visou fortalecer e motivar esses grupos, além de aprimorar a qualidade dos 22 projetos que estão sendo desenvolvidos desses municípios que participam do programa Infância Ideal.

 

“O Comitê de Desenvolvimento Comunitário é mais que um grupo que implanta projetos locais”, disse o diretor executivo do ICC, Francisco Azevedo. “São pessoas que estabelecem vínculos de confiança para melhorar a comunidade.”

 

“A parceria com o instituto e o Grupo Camargo Corrêa é importante para promover o desenvolvimento local”, afirmou o prefeito de Bodoquena, Jun Iti Hada, durante a abertura.

 

A cerimônia oficial teve ainda a presença de Carla Duprat, diretora de Sustentabilidade do Grupo Camargo Corrêa; Osmar Ajala, presidente da Câmara Municipal local; Marco Aurélio Ferreira, gerente Industrial da unidade da Camargo Corrêa Cimentos na região; e de Luciana Bispo, representante do CDC local.

 

Durante três dias, os participantes integraram oficinas de reflexão que abordaram o processo de trabalho de cada comitê, os desafios enfrentados, a forma como colocaram as atividades em prática, os avanços obtidos e a apropriação dos princípios do CDC.

 

Essas oficinas foram conduzidas pelo Instituto Fonte, que procura incentivar a construção coletiva de aprendizagens utilizando uma metodologia participativa que inclui, entre outras ferramentas, a música. “A arte os ajuda a interagir mais, indo além do racional e fazendo com que o grupo se perceba e traga outros elementos”, explicou a consultora do Instituto Fonte, Madelene Barboza.

 

Houve também oficinas sobre os seguintes temas:

 

  • Sistema de Garantia dos Direitos da Criança e do Adolescente (SGDCA), com Ângelo Motti, coordenador da Escola de Conselhos da Universidade Federal do Mato Grosso do Sul (UFMS).
  • Desenvolvimento infantil, com Elana Pereira, consultora em Educação, Arte e Empreendedorismo Social.
  • Trabalho com a família, com André Rangel, psicólogo da Associação Terra dos Homens.
  • Grupo de Ação Ideal Voluntário, Francisco Azevedo e Lorenza Longhi, coordenadora do programa Ideal Voluntário.

 

“Os debates tiveram um nível de aprofundamento além do esperado, até pelo pouco tempo de constituição dos comitês”, avalia Azevedo. “O CDC é um processo em constante construção, cujos elementos práticos demonstram o alto comprometimento das pessoas em participar.”

 

Nas discussões, os integrantes dos CDCs apontaram a convergência de caminhos e desafios como ponto comum entre todas as cidades, apesar de cada qual enfrentar necessidades localizadas.

 

Estão entre as questões levantadas nas discussões:

 

  • A necessidade de motivação constante dos participantes dos CDCs e de criação de identidade própria.
  • Adaptação às mudanças na gestão governamental, procurando envolver os novos representantes do poder público.
  • A meta de assumir, gradativamente, a vocação natural para atender as causas da comunidade, indo além dos projetos para crianças de 0 a 6 anos, à medida que os desafios locais na área foram superados.
  • A capacidade que cada comitê teve de gerar impactos reais em suas comunidades – ao melhorar o atendimento a esse público, ou capacitar os profissionais da rede de Educação Infantil, entre outros resultados.

 

 

Leia também:

Participantes opinam sobre seminário realizado em Bodoquena



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