19/7/2011 

 Instituto Camargo Corrêa participa de programa internacional de combate à pobreza 

 

No dia 30 de junho, a cidade de Campinas (SP), sediou o lançamento nacional do Por América – Programa de Fortalecimento de Organizações de Base no Combate à Pobreza. A iniciativa é uma aliança entre a Rede Interamericana de Fundações e Ações Empresariais para o Desenvolvimento de Base (RedEAmérica), o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e a Corporação Consórcio para o Desenvolvimento Comunitário. Mais de 20 fundações membros da RedEAmérica em seis países latinoamericanos integram a ação. O Instituto Camargo Corrêa (ICC) é um dos participantes brasileiros, juntamente com Instituto Arcor Brasil, Fundação Aperam Acesita, Fundação Otacílio Coser, Instituto Holcim, Instituto de Cidadania Empresarial, Instituto Indusval & Partners e Instituto Walmart.

O Programa Por América visa constituir e fortalecer alianças entre organizações de base e organizações empresariais, que contribuam para combater a pobreza por meio de um modelo de desenvolvimento de base e ações de geração de renda. Para a RedEAmérica, o desenvolvimento de base se define como “a capacidade coletiva das organizações comunitárias para colocar em movimento por si mesmas os recursos humanos, físicos e econômicos disponíveis nelas e no seu entorno; definir as suas necessidades, identificar as alternativas de ação mais indicadas e viáveis para a superação dos seus problemas, formular, executar e avaliar planos, programas e projetos de desenvolvimento e cooperar com outros atores”. Com este enfoque, o programa busca incrementar “as capacidades de ação coletiva dos mais pobres e excluídos”, visando fortalecer as associações entre organizações e qualificar a participação destes atores nos espaços públicos.

Promovida em 2002, pela Fundação Interamericana dos Estados Unidos, a RedEAmérica é uma articulação do setor privado latino-americano que hoje articula 70 organizações empresariais de 11 países que compartilham um marco conceitual e desenvolvem coletivamente diversas ferramentas e estratégias de aprendizagem e cooperaçao para levar à prática o enfoque de desenvolvimento de base nas comunidades específicas.

O programa Por América é a materialização da primeira experiência de articulação hemisférica da Rede. O Programa reúne 31 fundações e institutos membros de 6 países –  Argentina, Colômbia, Equador, Guatemala, México, Peru e Brasil –, além de um número importante de organizações comunitárias da América Latina que trabalham juntas para encontrar alternativas de geração de renda e de fortalecimento das organizações comunitárias de base. Nos demais países que já participam do programa, 300 organizações de base foram capacitadas para a formulação de projetos, 27 projetos estão em execução e as organizações que lideram estas iniciativas estão sendo acompanhadas e fortalecidas. Os investimentos somam US$ 2 mi.

Os membros da Rede cofinanciaram diferentes projetos com metas específicas, durante vários anos, que se somaram para conseguir esses objetivos. “Na RedEAmérica, os projetos são e foram um meio para reconhecer a comunidade como um ator, para fomentar o seu autorreconhecimento como sujeitos de direito e obrigações, para dotá-la de capacidades, informação, conhecimento, habilidades, voz e vínculos, para convertê-la em protagonistas do seu próprio desenvolvimento e aliados de outros atores”, justifica Margareth Flórez, diretora executiva da RedEAmérica.

A missão das sete organizações empresariais filiadas à RedEAmérica no Brasil é identificar as organizações de base, comunitárias, que terão suporte financeiro e técnico para desenvolver projetos de combate à pobreza. As organizações apoiadas terão de ser constituídas por pessoas de baixa renda, com mínimo de um ano de constituição e experiência na execução e /ou participação em projetos, e ainda ter capacidade de obter sustentabilidade financeira e institucional em longo prazo e apresentar projeto de geração de renda e fortalecimento organizacional, aportando 15% do valor solicitado ao fundo.

“Na RedEAmérica acreditamos que as intervenções dirigidas a diminuir a pobreza e a desigualdade devem ser ações desenvolvidas com as pessoas em condições de pobreza, junto a elas, e não para elas ou por elas, pois só assim se contribui a que elas sejam protagonista plenos do seu futuro”, ressalta Margareth. “Os vínculos entre diversos setores e entre instituições e organizações são imprescindíveis quando se reconhece que nem os governos nem as empresas nem as comunidades possuem, cada um individualmente, todas as capacidades e os recursos para promover o desenvolvimento sustentável e enfrentar os desafios da pobreza.”



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