25/8/2010 

 Empreendedores de Catalão fazem visitas técnicas 

 

A empreendedora Maria Aparecida Vaz de Souza, 42 anos, é pura empolgação ao falar dos planos para seu empreendimento de moda íntima, estabelecido em sua casa em Catalão, município a 255 km de Goiânia. Entre seus desejos está a aquisição de uma nova máquina, específica para costura de sutiãs com bojo, para ampliar sua produção mensal de 400 peças, entre calcinhas, cuecas, sutiãs e pijamas.

 

Ela é um dos 70 pequenos empresários, com confecções formalizadas ou não, participantes do Tempo de Empreender Goiás, projeto do Instituto Camargo Corrêa (ICC), da construtora Camargo Corrêa e do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas de Goiás (Sebrae-GO). O projeto existe desde 2009 e está implantado nas cidades de Catalão, Campo Alegre de Goiás e Davinópolis – região onde se localiza a Usina Hidrelétrica Serra do Facão. Ele é parte do programa Futuro Ideal, do ICC. Em Catalão, são apoiados negócios do setor de moda.

 

O ânimo de Maria Aparecida aumentou depois que ela e mais 26 empreendedores participaram da edição 2010 da Feira Brasileira para a Indústria Têxtil (Febratex), em Blumenau (SC), e visitaram uma fábrica de tecidos e roupas, na cidade vizinha de Brusque, entre os dias 11 e 13 de agosto.

 

Essas visitas integram as atividades do Tempo de Empreender Goiás, que incluem ainda cursos de costura, aperfeiçoamento em corte e enfesto (sobreposição de tecidos para corte de peças), atendimento a cliente, entre outros.

 

“Vi máquinas modernas e aprendi coisas que, sem sair de Catalão, talvez jamais soubesse existir”, afirma Maria Aparecida. Na Febratex 2010, ela conheceu um equipamento que coloca automaticamente elásticos em peças íntimas. “Quando puder adquiri-lo, certamente terei mais vazão à minha produção”. Também assistiu a palestras, cujos temas variaram de aplicação de novas de resinas a tendências em moda. O evento reuniu mais de 87 mil visitantes, com 1,8 mil expositores.

 

Na tecelagem em Brusque, os empreendedores acompanharam o processo de produção de uma indústria de médio porte – que gera 600 empregos diretos e 500 empregos indiretos. Eles viram desde a fabricação de tecidos até a confecção de peças e controle de qualidade. “Foi uma injeção de ânimo”, avalia o analista do Sebrae-GO, Victor Costa, responsável pelo Tempo de Empreender Goiás.

 

Futuro
De acordo com o analista, em setembro, palestras sobre associativismo devem começar no Tempo de Empreender Goiás. A ideia é mostrar aos pequenos empresários as vantagens e desvantagens de formar grupos produtivos. “Queremos que eles caminhem pelas próprias pernas e conquistem seus mercados”, explica Costa.

 

Para Maria Aparecida, o próximo passo é participar do curso de modinha do Tempo de Empreender Goiás, onde aprenderá a fazer blusas, calças e outras peças, ampliando seu negócio, cujos produtos hoje são revendidos por vendedoras autônomas da região.

 

Para quem até 2007 era diarista e fez curso de costureira no Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) de Catalão na esperança de conseguir um emprego melhor, a autonomia lhe trouxe benefícios. “A renda pode não ser ideal ainda, mas conseguimos fechar as contas familiares e honrar nossas dívidas”, diz.

 

 

Veja também:

Saiba como funciona o programa Futuro Ideal

Veja a galeria de fotos do programa

 



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