A cidade de São Paulo recebe esta semana o XII Congresso Internacional de Brinquedotecas. São esperados 800 participantes nos cinco dias de atividades que começaram na terça-feira, 11, e vão até sábado, 15. Além de palestras, hoje, foram feitas visitas monitoradas a algumas brinquedotecas do município. O evento disponibilizou roteiros temáticos, entre eles, brinquedotecas em comunidades, hospitais, escolas, crianças com deficiência, a união do lúdico com a cultura.
É a primeira vez que o Congresso, que acontece a cada três anos, é realizado na América Latina. O objetivo das reuniões é refletir sobre formas de resgatar a importância da brincadeira, reconquistar seu valor, e das atividades lúdicas. O programa Infância Ideal foi convidado a participar como ouvinte. Com a intenção de melhorar a qualidades de seus projetos relacionados ao lúdico, foram ao evento um representante dos municípios: Ipojuca (PE), Ijaci (MG), Pedro Leopoldo (MG) e Bodoquena (MS). Nestas cidades, o Infância Ideal desenvolve projetos que incluem a criação de brinquedotecas ou de promoção do direito de brincar.
Ipojuca criou duas Casas de Brincar e uma atividade itinerante que atende 450 crianças por mês. Em Ijaci, é desenvolvido o projeto Brincando de Aprender, que pretende contribuir para a implementação do sistema de creche pedagógica para o atendimento de crianças de 2 anos a 3 anos e 11 meses. Pedro Leopoldo tem o LEC (Lazer, Esporte e Cultura), que articula atividades para crianças de 0 a 6 anos a partir de parcerias e por meio de trabalho voluntário. Já Bodoquena ainda está escrevendo o seu projeto e a participação no evento deve colaborar no direcionamento desse trabalho.
Ariane Duarte, analista de projetos do Infância Ideal, também participou das atividades. No roteiro de hoje (13), ela optou por conhecer brinquedotecas comunitárias. Visitou a Instituição Assistencial Meimei (IAM), na zona leste, e aprendeu uma forma de conseguir resgatar o brincar em todas as faixas etárias. “Lá, trabalham com crianças e adolescentes de 0 a 17 anos, e o jovem também brinca, faz monitoria, mas participa”, conta.
Além desse aprendizado prático, o Congresso promove a integração e a troca de experiências entre projetos de todo o mundo. Estão lá representadas as realidades sul-africana, japonesa, colombiana, dinamarquesa, mexicana, sueca, indiana, entre outras.
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